quinta-feira, 11 de maio de 2017

CHAPTER 29


Eram os 30 minutos mais desconfortáveis que eu poderia recordar.

Mor e eu bebericamos chá de hortelã frio na beira da janela, as respostas dos três Grão- Senhores empilhadas na pequena mesa entre nossas duas cadeiras, fingindo estar assistindo a rua beijada pelo verão além de nós, as crianças, Grão - Feéricos e feéricos, correndo com pipas e flâmulas e todos os tipos de brinquedos.

Fingindo, enquanto Lucien e Elain se sentavam em silêncio, calmos em frente a lareira, com um serviço de chá intocado entre eles. Eu não ousei perguntar se ele estava tentando entrar em sua cabeça, ou se ele estava sentindo um vínculo semelhante a aquela ponte negra e inflexível entre a mente de Rhys e a minha. Ou se em um vínculo de acasalamento normal isso seria completamente diferente.

Uma xícara de chá sacudiu e raspou contra um pires, Mor e eu olhamos de relance.

Elain pegou a xícara de chá, e agora bebeu o dela sem olhar para ele.

Na sala de jantar do outro lado do corredor, eu sabia que Nestha estava esticando o pescoço para olhar. Sabia, porque Amren estalou para minha irmã prestar atenção. Elas estavam construindo muros - em suas mentes, Amren tinha me dito que ela ordenou Nestha sentar-se na mesa de jantar, diretamente em frente dela.

Levantou as paredes que Amren estava a ensinando perceber - para então encontrar os buracos que ela tinha colocado em toda ela e repará-los. Se os objetos perdidos na Corte dos Pesadelos não permitiram que minha irmã entendesse o que deveria ser feito, então esta era a sua próxima tentativa - uma rota diferente e invisível. Nem toda magia era brilhante e reluzente, Amren tinha declarado, e então me expulsou.

Mas sobre qualquer sinal do poder dentro da minha irmã... Eu não podia ouvi-lo, ou ve-lo ou senti-lo. E nem tinha oferecido qualquer explicação para o que era, exatamente, que eles estavam tentando convocar de dentro dela. Fora da casa, o movimento novamente nos chamou a atenção, e encontramos Rhys e Cassian passeando pelo portão baixo da frente, retornando de seu primeiro encontro com os comandantes da legião da Escuridão de Keir – já em treinamento e preparação. Pelo menos aquilo tinha ido bem ontem.

Ambos olhando para a janela por uma batida de coração. Parou o frio.

Não entre, eu o avisei através do vínculo. Lucien está tentando perceber o que há de errado com Elain.

Rhys murmurou o que eu disse a Cassian, que agora inclinava a cabeça, muito parecido com o jeito que eu não tinha dúvida que Nestha tinha feito, para olhar além de nós.

Rhys disse ironicamente: Elain sabe disso?

Ela foi convidada para tomar chá. Então nós estamos observando isso.

Rhys murmurou de novo para Cassian, que se engasgou com uma gargalhada e virou à direita, indo para a rua.

Rhys demorou-se, enfiando as mãos nos bolsos. Ele está indo tomar uma bebida. Estou inclinado a me juntar a ele. Quando posso voltar sem temer pela minha vida?

Dei-lhe um gesto vulgar através da janela. Sou um guerreiro Illyriano grande e forte. E como tal sabemos quando escolher nossas batalhas. Com Nestha assistindo tudo como um falcão e vocês duas circulando como abutres... Eu sei quem vai se afastar dessa luta.

Eu fiz o gesto novamente, e Mor descobriu o suficiente do que estava sendo dito para imitar o gesto. Rhys riu baixinho e arqueou a sombrancelha.

Os Grão - Senhores enviaram respostas, eu disse enquanto ele se afastava. Diurna, Crepuscular e Estival virão.

Eu sei, ele disse. E eu acabei de receber a notícia de Cresseida que Tarquin está contemplando.

Melhor que nada. Eu disse então.

Rhys sorriu para mim por cima do ombro. Aprecie seu chá, você parece uma acompanhante arrogante.

Eu poderia ter usado você como acompanhante, percebe.

Você tinha quatro deles nesta casa.

Eu sorri quando ele finalmente alcançou o baixo portão dianteiro onde Cassian esperou, aparentemente usando o atraso momentâneo para esticar suas asas, para o deleite da meia dúzia de crianças agora olhando para eles.

Amren sibilou do outro quarto, "Foco." A mesa de jantar chacoalhou.

O som pareceu assustar Elain, que rapidamente pousou a xícara de chá. Ela se levantou e Lucien também, rapidamente.

- "Desculpe," ele disse.

- O que... o que foi isso?

Mor pôs uma mão no meu joelho para me impedir de levantar também.

- Foi... foi um puxão. Sobre o vínculo.

Amren retrucou: - Você não... garota malvada.

Então Nestha estava de pé no limiar. "O que você fez?" As palavras eram tão afiadas quanto uma lâmina.

Lucien olhou para ela, depois para mim. Um músculo emplumado em sua mandíbula. "Nada", ele disse, e novamente enfrentou sua parceira. - "Desculpe, se isso a perturbou. "

Elain se aproximou de Nestha, que parecia estar quase a ferver. "Parecia... estranho", respirou Elain.

- Como se você tivesse puxado um fio amarrado a minha costela."

Lucien lhe expôs as palmas das mãos. "Eu sinto muito."

Elain só o encarou por um longo momento. E qualquer lucidez desapareceu quando ela balançou a cabeça, piscando duas vezes, e disse a Nestha: "Corvos gêmeos estão chegando, um branco e um preto."

Nestha escondeu bem a devastação. A frustração. - O que posso lhe trazer, Elain?

Só com Elain ela usou essa voz.

Mas Elain balançou a cabeça mais uma vez. "Brilho do sol."

Nestha me cortou um olhar furioso antes de guiar nossa irmã pelo corredor - para o jardim ensolarado na parte de trás. Lucien esperou até que a porta de vidro se abrisse e fechasse antes de soltar um longo suspiro.

- "Há um vínculo - é um fio real", disse ele, mais para si mesmo do que para nós.

- "E?" Mor perguntou.

Lucien passou as duas mãos pelo longo cabelo vermelho. Sua pele era mais escura - um profundo marrom-dourado, tornando palida a coloração de Eris. "E eu cheguei ao final dele quando Elain fugiu."

- Você sentiu alguma coisa?

- Não, não tive tempo. Eu a senti, mas... - Um rubor corou sua bochecha. O que quer que tivesse sentido, não era o que estávamos procurando. Mesmo que não tivéssemos idéia do que, precisamente, era isso.

- "Podemos tentar novamente - outro dia", eu ofereci.

Lucien assentiu, mas não pareceu convencido.

Amren estalou da sala de jantar, "Alguém vá buscar sua irmã. Sua lição não acabou."

 Suspirei. - "Sim, Amren."

A atenção de Lucien deslizou atrás de mim, para as várias letras em diferentes estilos e marcas de papel. Aquele olho dourado estreitado-se. Como emissário de Tamlin, ele sem dúvida os reconheceu. "Deixe-me adivinhar: eles disseram que sim, mas escolher o local agora vai ser a dor de cabeça. "

Mor franziu o cenho. "Alguma sugestão?"

Lucien amarrou o cabelo com uma cinta de couro marrom. "Você tem um mapa?"

Eu supus que me restou recuperar Nestha.



***

- Aquele pinheiro não estava lá há um momento.

Azriel soltou uma risada silenciosa de onde ele sentou-se sobre uma pedra dois dias depois, observando-me arrancar agulhas de pinheiro fora do meu cabelo e jaqueta. "Julgando pelo seu tamanho, eu diria que está lá há... duzentos anos pelo menos ".

Eu fiz uma careta, escovando os fragmentos de casca e meu orgulho ferido.

Aquela frieza, aquele distanciamento que tinha estado lá na esteira da raiva e da rejeição de Mor... Aqueceu depois que Mor escolheu sentar-se ao lado dele no jantar ontem à noite - uma oferta silenciosa de perdão... ou simplesmente precisando de tempo para se recuperar dela. Mesmo que eu pudesse ter jurado que algum grão de culpa tinha lampejado cada vez que Azriel olhara para Mor. O que Cassian tinha pensado disso, de sua própria raiva contra Azriel...

Ele tinha sido todos os sorrisos e comentários lascivos. Ainda bem que tudo estava de volta ao normal - pelo menos agora.

Minhas bochechas queimaram enquanto eu escalava a pedra que ele esperava, a queda de pelo menos quinze pés para o chão da floresta abaixo, o lago uma expansão espumante espreitava através dos pinheiros. Incluindo a árvore com a qual colidi na primeira e última tentativa de pular fora da rocha e simplesmente velejar para o lago.

Coloquei minhas mãos em meus quadris, examinando a queda, as árvores, o lago além. "O que eu fiz de errado?"

Azriel, que estava afiando a Reveladora da Verdade em seu colo, lançou seus olhos castanhos para mim. "Além da árvore?"

O encantador de sombras tinha um senso de humor. Seco e quieto, mas... sozinho comigo, surgia muito mais frequentemente do que entre nosso grupo. Eu tinha passado estes dois dias anteriores ​​ou olhando sobre volumes antigos para qualquer dica sobre a reparação da Muralha para entregar a Amren e Nestha, que continuaram construindo e remendando silenciosamente, invisivelmente, mentalmente... Ou debatia com Rhys e os outros sobre como responder à saraivada de cartas trocados com os outros Grão- Senhores sobre o local onde a reunião se realizaria. Lucien tinha nos dado uma localização inicial, e vários mais quando aqueles foram negados. Mas isso era de se esperar,

Lucien tinha dito, como se tivesse organizado tais coisas inúmeras vezes. Rhys apenas concordou com a cabeça e aprovou. E quando eu não estava fazendo isso... Eu estava penteando mais livros, qualquer e todos que Clotho poderia me encontrar, tudo sobre o Ouroboros. Como dominá-lo.

O espelho era notório. Todo filósofo conhecido tinha rumiado sobre ele. Alguns ousaram encará-lo – e enlouqueceram. Alguns haviam se aproximado - e fugiram aterrorizados. Eu não conseguia encontrar um conto de alguém que tivesse o dominado. Enfrentado o que espreitava dentro e se afastado com o espelho em sua posse.

Salvo a Tecelã da Floresta - que certamente parecia insana o suficiente, talvez graças ao espelho que ela tanto amava. Ou talvez qualquer mal que estivesse escondido nela tivesse manchado o espelho, também. Alguns dos filósofos haviam sugerido isso, embora não soubessem o nome dela - só que uma rainha obscura tinha uma vez o possuído, a acalentava. Espiava o mundo com ele - e o usava para caçar bonitas jovens donzelas para mantê-la eternamente jovem.

Suponho que a família de Keir, proprietária do Ouroboros há milênios, sugerisse que a taxa de sucesso da caminhada era baixo. Não foi animador. Não quando todos os textos concordavam em uma coisa: não havia nenhuma maneira de contornar.  Isto é, nenhuma lacuna. Enfrentar o terror dentro... era a única rota para reivindicá-lo.

O que significava que talvez eu tivesse que considerar alternativas - outras maneiras de atrair o Entalhador de Ossos para se juntar a nós.

Quando eu encontrasse um momento.

Azriel ergueu sua lendária espada de combate e examinou as asas que eu espalhara. "Você está tentando guiar com seus braços. Os músculos estão nas asas-se e nas suas costas. Seus braços são desnecessários - eles são mais para equilibrar do que qualquer coisa. E mesmo isso é principalmente um conforto mental."

Foram mais palavras do que eu já o vi falar.

Ele levantou uma sobrancelha em minha expressão, e eu fechei minha boca. Franzi o cenho para a frente. "Novamente?" Eu resmunguei.

Um riso suave. "Nós podemos encontrar uma borda mais baixa para saltar, se você quiser."

Eu me encolhi. - "Você disse que isso era baixo. "

Azriel recostou-se em suas mãos e esperou. Paciente, tranquilo.

Mas eu senti uma gota escorrer em minhas palmas, a dor de meus joelhos em seu lado áspero - "Você é imortal", ele disse calmamente. "Você é muito difícil de quebrar." Uma pausa. "Foi o que eu disse a mim mesmo."

- "Difícil de quebrar," eu disse melancolicamente, "mas ainda dói."

- Diga isso para a árvore.

Eu bucei uma gargalhada. "Eu sei que a queda não será tão alta, e eu sei que não vai me matar. Você não pode me empurrar?

Pois era esse salto inicial de fé absoluta, esse impulso inicial de movimento que tinha meus membros bloqueados.

- "Não." Uma resposta simples.

Eu ainda hesitava. Inútil - esse medo. Eu tinha enfrentado Attor, caindo pelo céu por mil pés.

E a raiva por essa memória, no que tinha feito com sua vida miserável, o que mais poderia fazer, tinha-me cerrando os dentes e lançando-me fora do rochedo.

Eu estalei minhas asas para fora largamente, minhas costas protestaram enquanto travaram o vento, mas minha metade mais baixa começou a relaxar, minhas pernas um peso morto... A árvore infernal se levantou diante de mim, e eu desviei para a direita.

Direto em outra árvore.

Asas primeiro.

O som de osso e tendão na madeira, então na terra, me atingiu antes da dor. Azriel também maldição.

Um pequeno ruído saiu de mim. A picada de minhas palmas registradas primeiro - em seguida, em meus joelhos. Então minhas costas...

- "Merda", era tudo o que eu podia dizer enquanto Azriel se ajoelhava diante de mim.

- Você está bem. Apenas atordoada.

O mundo ainda estava girando.

- Você aterrisou bem - ele ofereceu.

- Em outra árvore.

- Estar ciente de seus arredors é metade de voar.

- "Você já disse isso," eu disse. Ele tinha. Uma dúzia de vezes esta manhã.

Azriel só se sentou em seus calcanhares e me ofereceu uma mão. Minha carne queimava enquanto segurava seus dedos, um mortificante número de agulhas de pinho e lascas caindo fora de mim. Minhas costas latejavam o suficiente para que eu abaixasse minhas asas, sem me importar se elas se arrastariam na sujeira quando Azriel me levou para a borda do lago.

No sol cegante contra a água azul-turquesa, suas sombras haviam desaparecido, seu rosto era rígido e claro. Mais… Humano do que eu jamais vira.

- "Não há nenhuma chance de eu ser capaz de voar nas legiões, não é?" Eu perguntei, ajoelhando ao lado dele enquanto ele se estendia para as minhas palmas descascadas com cuidado especializado e gentileza. O sol era brutal contra suas cicatrizes, não escondendo nenhuma mancha torcida, enrrugada.

- Provavelmente não - disse ele. Meu peito esvaziou-se. "Mas não faz mal praticar até o último momento possível. Você nunca sabe quando qualquer medida de treinamento pode ser útil. "

Eu estremeci quando ele puxou para fora uma lasca grande da minha palma, em seguida, lavou-a.

- "Foi muito difícil para mim aprender a voar", disse ele. Eu não ousei responder. "A maioria dos Illyrianos aprende quando crianças. Mas... suponho que Rhysand lhe contou os detalhes da minha infância. " Eu balancei a cabeça. Ele terminou uma mão e começou na outra. "Porque eu era tão velho, eu tinha medo de voar - não confiava em meus instintos. Foi um... embaraçoso ser ensinado tão tarde. Não só para mim, mas para todos no campo de guerra quando eu cheguei. Mas eu aprendi, muitas vezes tentando sozinho. Cassian, é claro, me encontrou primeiro. Zombou de mim, me espancou como inferno, então se ofereceu para me treinar. Rhys estava lá no dia seguinte. Eles me ensinaram a voar."

Ele terminou a outra mão e sentou-se na praia, as pedras murmurando enquanto se moviam debaixo dele. Eu sentei ao seu lado, apoiando minhas palmas doloridas viradas para cima em meus joelhos, deixando minhas asas caírem atrás de mim.

- Porque foi um esforço... alguns anos depois da Guerra, Rhys me contou uma história. Foi um presente... a história. Para mim. Ele... ele foi ver Miryam e Drakon em sua nova casa, a visita tão secreta que nós não tínhamos sabido o que estava acontecendo até que ele voltou. Sabíamos que seu povo não havia se afogado no mar, como todos acreditavam, como queriam que as pessoas acreditassem. Você vê, quando Miryam libertou seu povo da Rainha da Terra Negra, ela levou todos eles - quase cinquenta mil deles - através do deserto, todos caminhando pelas margens do mar Eritréia, a legião aérea de Drakon fornecendo cobertura. Mas eles chegaram ao mar e encontraram os navios que haviam arranjado para transportá-los pelo estreito canal para o próximo reino destruído. Destruídos pela própria rainha, que enviou seus exércitos para arrastrar seus antigos escravos de volta.

- O povo de Drakon - os Seraphins - são alados. Como nós, mas suas asas são emplumadas. E ao contrário de nós, seu exército e sociedade permitem que as mulheres conduzam, lutem, governem. Todos eles são dotados com poderosa magia de vento e ar. E quando viram o exército que esperava por eles... eles sabiam que sua própria força era muito pequena para enfrentá-los. Assim, eles clivaram o próprio mar - fizeram um caminho através da água, todo o caminho através do canal, e ordenou aos seres humanos que corressem.

- Eles fizeram, mas Miryam insistiu em ficar para trás até que cada um dos seus povos tinha cruzado. Nenhum ser humano seria deixado para trás. Nenhum. Estavam na metade caminho da travessia quando o exército os alcançou. Os Seraphins estavam esgotados - sua magia mal podia segurar a passagem marítima. E Drakon sabia que se os segurassem por mais tempo... aquele exército iria atravessar e mataria os humanos que chegaram do outro lado. Os Seraphins lutaram contra a vanguarda no chão do mar, e foi sangrento, brutal e caótico... E durante a briga, eles não viram Miryam sendo atingida pela própria rainha. Drakon não viu. Ele pensou que ela tinha atravessado, carregada por um de seus soldados. Ele ordenou que o mar partido descesse para afogar a força inimiga.

- Mas uma jovem cartógrafa Seraphim, chamada Nephelle, viu Miryam cair. O amante de Nephelle era um dos generais de Drakon, e foi ele que percebeu que Miryam e Nephelle estavam desaparecidas. Drakon ficou frenético, mas sua magia estava desgastada e nenhuma força no mundo poderia barrar um mar como aquele para baixo, e ninguém poderia chegar até sua parceito a tempo. Mas Nephelle fez.

- Nephelle, você vê, era um cartógrafo porque tinha sido rejeitada das fileiras de combate da legião. Suas asas eram muito pequenas, a direita um pouco malformada. E ela era ligeiramente pequena o suficiente para ser uma lacuna perigosa nas linhas de frente quando eles lutassem escudo contra escudo. Drakon tinha deixado ela experimentar um pouco da legião como uma cortesia para seu amante, mas Nephelle falhou. Ela mal podia carregar um escudo Seraphim, e suas asas menores não tinham sido suficientemente fortes para acompanhar os outros. Então ela se fez inestimável como cartógrafa durante a Guerra, ajudando Drakon e seu amante a encontrar as vantagens em suas batalhas. E ela também se tornou a amiga mais querida de Miryam durante aqueles longos meses.

- E naquele dia no fundo do mar, Nephelle lembrou-se de que sua amiga estava no fundo da linha. Ela voltou para ela, quando todos os outros fugiram para a costa distante. Ela encontrou Miryam ferida pela lança da rainha, sangrando muito. A parede do mar começou a descer - na margem oposta. Matando o exército primeiro e correndo para eles.

- Miryam disse a Nephelle para se salvar. Mas Nephelle não abandonaria a amiga. Ela a pegou e voou.

A voz de Azriel era suave com admiração.

- Quando Rhys falou com Drakon anos depois, ele ainda não tinha palavras para descrever o que aconteceu. Desafiava toda lógica, todo treinamento. Nephelle, que nunca tinha sido forte o suficiente para segurar um escudo seraphim, carregou Miryam que tinha o triplo do peso. E mais do que isso... Ela voou. O mar estava caindo sobre elas, mas Nephelle voou como o melhor dos guerreiros Seraphins. O fundo do mar era um labirinto de rochas, muito estreitas para os Seraphins voarem. Tentaram durante a fuga e caíram neles.

- Mas Nephelle, com suas asas pequenas... Se elas tivessem sido uma polegada mais largas, ela não teria cabido. Mas ela passou por eles, com Miryam morrendo em seus braços, tão rápido e hábil como o maior dos Seraphim. Nephelle, que tinha sido ultrapassada, que tinha sido esquecida... Ela superou a própria morte.

- Não havia um pé de quarto entre ela e a água em ambos os lados quando ela disparou do fundo do mar; a agua seguindo seus pés. E mesmo com a sua envergadura muito pequena, aquela asa deformada ... elas não falharam com ela. Nem uma vez. Nenhuma batida de asa.

Meus olhos ardiam.

- Ela conseguiu. Basta dizer que seu amante fez Nephelle sua esposa naquela noite, e Miryam ... bem, ela é viva hoje por causa de Nephelle.

Azriel pegou uma pedra branca, plana e virou-a em suas mãos.

- Rhys contou-me a história quando ele voltou. E desde então temos adaptado a filosofia de Nephelle para nossos próprios exércitos.

Eu levantei uma sobrancelha. Azriel encolheu os ombros. "Nós - Rhys, Cass e eu - ocasionalmente lembraremos uns aos outros que o que pensamos ser a nossa maior fraqueza às vezes pode ser a nossa maior força. E que uma pessoa improvável pode alterar o curso da história ".

- A Filosofia de Nephelle.

Ele assentiu. "Aparentemente, todos os anos em seu reino, eles têm a corrida Nephelle para honrar seu vôo. Em terra seca, mas... Ele e sua esposa coroam um novo vencedor todos os anos em comemoração do que aconteceu naquele dia." Ele jogou a pedra de volta entre suas irmãs na praia, o som batendo sobre a água.

- Então vamos treinar, Feyre, até o último dia possível. Porque nunca sabemos se apenas uma hora extra fará a diferença.

Eu pesava suas palavras, a história de Nephelle. Levantei-me e espalhei as minhas asas. - Então vamos tentar novamente.



***

Eu gemia enquanto entrava em nosso quarto naquela noite para encontrar Rhys sentado na mesa, examinando mais livros.

- "Eu avisei que Azriel é um bastardo duro", ele disse sem me olhar. Ele levantou uma mão, e água gotejou no quarto de banho adjacente.

Eu resmunguei um agradecimento e caminhei em direção a ele, rangendo meus dentes contra a agonia em minhas costas, coxas e meus ossos. Cada parte doía, e desde que os músculos precisavam se reformular em torno das asas, eu tive que carregá-las, raspando ao longo da madeira e tapete, então madeira novamente, foi o único som além dos meus passos cansados. Eu vi o banho fumegante que exigiria algum equilíbrio para entrar e choraminguei.

Mesmo remover minha roupa implicaria usar os músculos que estavam quase saltando para fora.

Uma cadeira raspada no quarto, seguida por passos macios de gato, então -

- Eu tenho certeza que você já sabe disso, mas você precisa realmente tomar um banho para ficar limpo...

Não olhei para ele, isto é, eu não tinha forças para olhá-lo, e consegui um único tropeço, um passo duro em direção a água quando ele me pegou.

Minhas roupas desapareceram, presumivelmente para a lavanderia no andar de baixo, e Rhys varreu-me em seus braços, abaixando meu corpo nu na água. Com as asas, o ajuste era apertado, e - eu gemia profundamente na minha garganta, pelo calor glorioso e não me preocupei em fazer nada além de largar minha cabeça contra a parte de trás da banheira.

- "Eu já volto", ele disse, e saiu do banheiro, então do próprio quarto.

Quando ele voltou, eu só sabia que tinha adormecido, graças à mão que ele colocou no meu ombro. "Fora..."

Disse, mas ele mesmo me levantou, me enrrolou em uma toalha e me levou para a cama. Deitou-me sobre a barriga, primeiro, e notei os óleos e bálsamos que havia colocado ali, o fraco odor de alecrim e... algo que eu estava muito cansada para perceber, mas cheirava encantador, flutuando para mim. Suas mãos brilharam quando ele aplicou quantidades generosas às palmas das mãos, e então suas mãos estavam sobre mim.

Meu gemido foi tão indigno quando ele amassou os músculos doloridos das minhas costas. As áreas mais úmidas produziam gemidos patéticos, mas ele os esfregava suavemente, até que a tensão foi para uma dor sem graça, em vez de dor aguda e cega.

E então ele começou em minhas asas.

Alívio e êxtase, à medida que os músculos se aliviavam e aquelas áreas sensíveis eram amorosamente, massageadas. Meus dedos do pé enrolaram, e assim que ele chegou ao ponto sensível que tinha meu estômago apertando, suas mãos deslizaram para as minhas panturrilhas. Ele começou uma progressão lenta, cada vez mais alto, subindo pelas minhas coxas, provocando traços entre elas que me deixaram ofegando pelo nariz. Levantando-se até chegar às minhas costas, onde sua massagem era igualmente profissional e pecaminosa. E então para cima – sob a parte mais baixa das minhas asas.

Seu toque tornou-se diferente. Explorando. Cortes largos e outros sussurando, arcos e redemoinhos e linhas diretas, abrasante.

Meu núcleo aquecido, girando derretido, me fez morder o lábio enquanto ele raspava ligeiramente uma unha tão, tão perto desse ponto sensível no interior. "É uma pena que você esteja tão mal por treinar", Rhys pensou, fazendo círculos ociosos e preguiçosos.

Eu só conseguia controlar um fio de palavras ilegíveis que eram ao mesmo tempo insulto e súplica.

Ele se inclinou, sua respiração aquecendo o espaço da pele entre as minhas asas. "Eu já lhe disse que você tem a boca mais suja que eu já ouvi?"

Eu murmurei palavras que só ofereciam mais provas dessa afirmação.

Ele riu e percorreu a borda daquele ponto sensível, bem quando sua outra mão deslizou entre minhas pernas. Brilhantemente, eu levantei meus quadris em silêncio. Mas ele apenas circulou com um dedo, tão preguiçoso quanto os golpes ao longo da minha asa. Ele beijou minha espinha. "Como vou fazer amor com você esta noite, querida Feyre?"

Eu me contorci, esfregando-me nas dobras dos cobertores debaixo de mim, desesperada por qualquer tipo de atrito enquanto ele balançou-me sobre essa borda.

- "Tão impaciente", ele ronronou, e esse dedo deslizou em mim. Eu gemi, a sensação extrema, com uma mão entre as pernas e a outra acariciando cada vez mais perto daquele ponto na minha asa, um predador que circunda presas.

- "Será que vai parar?", Ele pensou, mais para si mesmo do que eu, enquanto outro dedo se juntou ao que deslizava para dentro e fora de mim como insultos, traços indolentes. "Querendo você - a cada hora, a cada respiração. Eu não acho que posso suportar mil anos disto." Meus quadris se moveram com ele, dirigindo-o mais profundo. "Pense em como minha produtividade vai despencar. "

Eu rosnei algo para ele que provavelmente não era muito romântico, e ele riu, escorregando para fora ambos dedos. Fiz um pequeno gemido de protesto. Até que sua boca substituiu onde seus dedos haviam estado, suas mãos agarrando meus quadris para me levantar, dar a ele melhor acesso enquanto festejava em mim. Eu gemi, o som abafado pelo travesseiro, e ele só mergulhou mais profundo, provocando e provocando com cada golpe.

Um gemido baixo saiu de mim, meus quadris rolando. O aperto de Rhys sobre eles se apertou, me segurando minhas ministrações. "Nunca cheguei a levá-la na biblioteca", disse ele, arrastando a língua para o meu centro.

- Teremos que remediar isso.

- "Rhys." Seu nome era um apelo em meus lábios.

- "Hmmm," foi tudo o que ele disse, um barulho de som contra mim... eu ofegava, mãos torcendo nos lençóis. Suas mãos se afastaram de meus quadris finalmente, e eu novamente respirava seu nome, em agradecimento, alívio e antecipando que ele finalmente me daria o que eu queria...

Mas sua boca fechou em torno do feixe de nervos no ápice de minhas coxas enquanto sua mão... Ele foi direito àquele ponto maldito na borda interna da minha asa esquerda e acariciou levemente.

Meu clímax rasgou-me com um grito rouco, me enviando para fora de meu corpo. E quando as ondulações estremecedoras e a luz das estrelas... Uma exaustão até os ossos se instalou sobre mim, permanente e interminável como o elo de parceria entre nós.

Rhys se enrolou na cama atrás de mim, enfiando minhas asas para que ele pudesse me dobrar contra ele. "Isso foi um divertido experimento ", ele murmurou em meu ouvido. Eu podia senti-lo contra minhas costas, duro e pronto, mas quando eu fui para alcançá-lo, os braços de Rhys se apertaram ao meu redor. "Durma, Feyre", ele me disse.

Assim, eu coloquei uma mão em seu antebraço, saboreando a força pura abaixo, e aninhado minha cabeça para trás contra seu peito. "Eu queria ter dias para passar com você - assim", eu consegui dizer enquanto minhas pálpebras caíam. "Somente eu e você."

- "Nós vamos." Ele beijou meu cabelo. "Nós vamos."

4 comentários:

  1. - Elain só o encarou por um longo momento. E qualquer lucidez desapareceu quando ela balançou a cabeça, piscando duas vezes, e disse a Nestha: "Corvos gêmeos estão chegando, um branco e um preto."

    Será que só eu pensei naquelas rainhas irmãs? Feyre as comparou assim quando as conheceu...

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    1. Já faz alguns capitulos que pensei que Elain está meio que "prevendo" o futuro? Por falar coisas sem "sentido" que estou achando que será essencial em algum momento.
      Elain vai surpreender ainda.

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    2. Eu também... desde que ela começou a balbuciar assim eu pensei: isso serão previsões? Nossa!

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    3. Siim, e ainda vem essa história do Az... Ela vai ser essencial nessa guerra!!

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