segunda-feira, 8 de maio de 2017

CHAPTER 11

PART II

Cursebreaker


CHAPTER 11

O frio foi o que me atingiu primeiro.
Frio vivo, rodeado com coisas podres. 
No crepúsculo, o mundo na frente da pequena entrada da caverna um padrão de vermelho, dourado, marrom e verde, as arvores grossas e velhas, o chão musgoso estava misturado com pedras e pedregulhos que criavam grandes sombras. 
Saímos, com laminas nas mãos, mal respirando além de fio de ar. 
Mas não tinha nenhuma sentinela da Corte Outonal guardando a entrada do reino de Beron – pelo menos nenhum que a gente pudesse ver ou sentir. 
Sem minha magica, eu estava cega de novo, incapaz de trançar uma rede com minha consciência pelas arvores antigas e vibrantes para sentir traço de mentes de feéricos por perto. 
Completamente inútil. Foi assim que eu era antes. Como eu sobrevivi tanto tempo sem isso... Eu não queria nem considerar. 
Andamos suaves como gatos para o musgo, pedra e para a floresta, nossas respirações virando espirais a nossa frente. 
Continuamos andando, indo para o norte. Rhys agora já teria percebido que nosso laço estava na escuridão – estava provavelmente tentando descobrir se eu tinha planejado isso. Se valia a pena revelar nossos planos para me encontrar. 
Mas ate que ele fizesse... Até que ele pudesse me escutar, me achar... eu tinha que continuar me mexendo. 
Então eu deixei Lucien liderar o caminho, desejando que eu pelo menos fosse capaz de alterar meus olhos para algo que pudesse enxergar na floresta que estava escurecendo. Mas minha magica ainda estava parada e congelada. Um muleta que eu virei completamente dependente. 
Escolhemos nosso caminho pela floresta o frio piorando com cada raio de sol que ia embora. 
A gente não tinha se falado desde que entramos na caverna entre as cortes. Pela rigidez dos ombros dele, o ângulo árduo do maxilar dele enquanto continuávamos em silêncio, velocidade constante, eu soube que somente nossa necessidade por discrição que manteve o fervilhar de perguntas dele longe. 
A noite estava completamente em cima de nos, a lua ainda a aparecer, quando ele nos levou a uma outra caverna. 
Eu hesitei na entrada. 
Lucien mal falou a voz sem emoção e fria como o ar, “Não leva pra lugar algum. Faz uma curva no final, vai nos manter fora de vista.”
Mesmo assim, deixei ele entrar primeiro. 
Cada membro e movimento se tornaram lerdo, dolorido. Mas eu o segui para dentro da caverna e pela curva que ele indicou. 
Paralisada como uma pedra, eu me vi encarando um acampamento.
A vela que Lucien acendeu estava numa saliência de pedra natural, e no chão perto dela, tinha três colchonetes e velhos cobertores, cobertos por folhas e teias de aranha. Um pequeno lugar para montar uma fogueira ficava no centro de tudo, o teto acima dele carbonizado. 
Ninguém esteve lá em meses, anos. 
- Eu costumava ficar aqui quando estava caçando. Antes – de ir embora. - Ele disse, examinando um empoeirado livro com capa de couro abandonado no topo da saliência de pedra do lado da vela. Ele abaixou o livro com uma batida. “É só durante a noite. Vamos achar algo pra comer de manhã.” 
Eu levantei o colchonete mais próximo a mim e bati nele algumas vezes, folhas e nuvens de poeira voando dele antes de eu o colocar de volta no chão. 
- Você realmente planejou isso. - Ele finalmente falou. 
Eu sentei no meu colchonete e comecei a verificar as coisas na minha mochila, tirando as roupas mais quentes, a comida e as provisões que a própria Alis colocou lá dentro. “Sim.”
- Isso é tudo que você tem a dizer?
Eu cheirei a comida, me perguntando se tinha Faebane. Podia estar em tudo. “É muito arriscado comer.” Eu admiti fugindo da pergunta dele. 
Lucien não ia aceitar. “Eu sabia. Eu sabia no momento que você começou a brilhar em Hybern. Eu tenho uma amiga na Corte Crepuscular com o mesmo poder – a luz dela é idêntica. E não faz nada das merdas que você mentiu que fazia.”
Eu empurrei minha mochila para fora do colchonete. “Então porque não contar pra ele? Você era o cachorro leal dele além de qualquer outra coisa.”
Os olhos dele pareceram ferver. Como se estar nas terras dele trouxesse os poderes fundidos nele para a superfície, mesmo com o amortecimento do próprio poder.
- Bom saber que, pelo menos, a máscara caiu. 
De fato, eu deixei ele ver tudo – não alterei ou mudei minha face para nada além de indiferença. 
Lucien bufou.
- Eu não contei para ele por dois motivos. Primeiro, pareceu como chutar um homem que já estava no chão. Eu não podia tirar aquela esperança dele. - Eu revirei meus olhos. “Segundo” ele continuou, “Eu sabia que se eu tivesse certo e tivesse te desmascarado, você daria um jeito para que eu nunca mais a visse.”
Minhas unhas penetraram a palma da minha mão forte o suficiente pra machucar, mas eu continuei sentada no colchonete enquanto mostrei meus dentes para ele.
- E é por isso que você está aqui. Não porque é certo e ele sempre esteve errado, mas só para que você consiga pegar o que te é devido.

- Ela é minha parceira e esta nas mãos de meu inimigo-
- Eu deixei claro desde o inicio que Elain esta segura e sendo cuidada.
- E eu devo acreditar em você.
- Sim. - Eu sibilei. “Você deve. Porque se eu acreditasse por um segundo que minhas irmãs estão em perigo, nenhum Grão Senhor ou rei poderia me impedir de ir salva-las.” 
Ele só balançou a cabeça, a luz da vela dançando no cabelo dele.
- Você tem a ousadia de perguntar minhas prioridades sobre Elain – mas ainda, qual foi o seu motivo onde eu estava no meio? Você planejou me poupar do seu caminho de destruição por causa de uma genuína amizade ou simplesmente pelo medo do que poderia acontecer com ela?
Eu não respondi.
- Bem, qual era seu grande plano pra mim antes da Ianthe interromper?
Eu puxei uma linha solta do colchonete. “Você teria ficado bem.” Foi tudo que eu disse.
- E o Tamlin? Você planejou desmembrar ele antes de ir embora e simplesmente não teve a chance?
Eu arranquei a linha solta do colchonete. “Eu debati a opção.”
- Porém?
- Porém eu acreditei que deixar a corte dele entrar em colapso em volta dele era uma punição melhor. Certamente mais longo que uma morte fácil. - Eu balancei o conjunto de facas de Tamlin, o couro arrastando no chão duro de pedra. “Você é o emissário dele – certamente você percebeu que cortar a garganta dele, mesmo sendo satisfatório, não nos daria muitos aliados nessa guerra.” Não, daria muitas aberturar pra Hybern enfraquecer a gente. 
Ele cruzou os braços. Cavando para uma boa e longa briga. Antes que ele pudesse começar eu o interrompi “Eu estou cansada. E nossas vozes ecoam. Vamos discutir quando não podermos ser pegos e mortos”  
O olhar dele era brando. 
Mas eu o ignorei enquanto fazia um ninho no colchonete e me deitava, o material fedendo a poeira e podridão. Eu puxei minha capa sobre mim, porém não fechei meus olhos. 
Eu não ousei dormir – não quando ele podia mudar de ideia. Ainda assim, só deitada, não me mexendo nem pensando... Algum aperto do meu corpo relaxou. 
Lucien apagou a vela e eu escutei os sons dele se arrumando para dormir também. 
- Meu pai vai te caçar por ter pegado os poderes dele se ele descobrir. - Ele falou na escuridão gelada. “E vai te matar por ter aprendido a manuseá-lo.”
- Ele pode entrar na fila. - Foi tudo que eu respondi. 

***
Minha exaustão era um cobertor sobre os meus sentidos enquanto uma luz cinza manchava as paredes da caverna. 
Eu passei a maior parte da noite tremendo, pulando a cada estalado e som que vinha da floresta que estava do lado de fora, vivamente consciente a cada movimento de Lucien no colchonete dele. 
Pela expressão abatida no rosto enquanto ele sentava, eu soube que ele também não dormiu, das duas uma, talvez se perguntando se eu o abandonaria. Ou se a família dele acharia a gente primeiro. Ou a minha. 
Avaliamos um ao outro. 
- O que agora? - Ele perguntou, esfregando uma mão pelo rosto dele. 
Rhys não tinha vindo – eu não tinha escutado um sussurro dele pelo laço. 
Eu testei minha magica, mas somente cinzas me cumprimentaram. “Nós vamos para o norte,” eu disse. “Até que Faebane saia dos nossos corpos e a gente possa atravessar.” Ou eu iria fazer contato com Rhys e com os outros. 
- A corte do meu pai é para o norte. A gente deve ir para leste ou oeste para evita-la.
- Não. Leste nos leva para muito perto das fronteiras da Corte Estival. E eu não vou perder tempo indo muito paara o oeste. A gente vai direto para o norte. 
- Os sentinelas do meu pai vão facilmente achar a gente.
- Então a gente tem que permanecer sem ser visto. - Eu disse me levantando. 
Eu joguei o resto da comida que eu tinha na minha mochila fora. Deixe para os catadores.

***
Andar pela Corte Outonal era como vasculhar uma caixa de joias. 
Mesmo com o potencial de ter alguém caçando a gente agora, as cores eram tão vivas e que foi um esforço não ficar de boca aberta e impressionada. 
No meio da manhã, a geada tinha derretido por debaixo do sol amanteigado revelando o que era adequado para comer.  Meu estomago rugia a cada passo, e o cabelo vermelho de Lucien brilhava como as folhas acima de nos enquanto ele examinava a floresta por qualquer coisa que para encher nossas barrigas.
A floresta dele, por sangue e por lei. Ele era um filho dessa floresta, e aquele... Ele parecia moldado dela. Para ela. Até o olho dourado. 
Lucien eventualmente parou no córrego cor de jade que passava por uma ravina flanqueada por granito, um local que ele clamou que já foi cheio de trutas.
Eu estava no processo de construir uma vara de pescar rudimentar quando ele caminhou para dentro do córrego, sem botas e com as calças enroladas até os joelhos, e pegou uma truta com as próprias mãos. Ele tinha amarrado o cabelo dele para cima, algumas mechas caindo no rosto dele enquanto ele atacava de novo e jogava outra truta no bando de areia onde eu estava tentando achar um substituto para o fio de pesca.  
Permanecemos em silencio nos momentos em que o peixe parou de se debater, os lados dele capturando e brilhando com todas as cores acima de nos. 
Lucien pegava eles pela cauda, como se ele tivesse feito-o milhares de vezes. Ele provavelmente fez, bem nesse córrego.
- Eu vou limpar eles enquanto você acende o fogo.- Na luz do dia o brilhar do fogo não seria notado. A fumaça porém... um risco necessário. 
Trabalhamos e comemos em silencio, o crepitar do fogo oferecendo a única conversa. 

***
Andamos para o norte durante cinco dias, mal trocando uma palavra. 
As terras de Beron eram tão vastas que levamos três dias para entrar, ultrapassar, e deixa-las para trás. Lucien nos levou pelas fronteiras, tenso a cada decisão e farfalhar. 
A Casa da Floresta era um complexo espalhado, Lucien me informou durante as poucas vezes que ousamos ou nos importamos em conversar um com o outro. Foi construído entre arvores e pedras, e somente os níveis superiores eram visíveis do chão. Abaixo, continha túneis com alguns andares dentro da pedra. Porem, o fato de ser espalhado garantia o tamanho. Você poderia andar de um lado da Casa até outro e poderia demorar metade de uma manhã. Tinha camadas e círculos de sentinelas protegendo: nas arvores, no chão, por cima das ripas de musgo e as pedras da própria Casa. 
Nenhum inimigo aproximava o lar de Beron sem ele saber. Nenhum ia embora sem a permissão dele. 
Eu soube que tínhamos passado além do mapa de conhecimento das rotas das patrulhas e estações de Lucien quando os ombros dele perderam a firmeza. 
Os meus já estavam para baixo. 
Eu mal havia dormido, só me deixando dormir quando a respiração de Lucien se transformava num ritmo diferente, mais pesado. Eu sabia que eu não conseguiria manter assim por muito tempo mas sem a habilidade de criar um escudo, de sentir o perigo se aproximando...
Eu me perguntei se Rhys estava me procurando. Se ele tinha sentido o silencio. 
Eu deveria ter enviado uma mensagem. Dizer a ele que estava indo e como me encontrar. 
A Faebane – isso era o porque o laço parecia tão abafado. Talvez eu deveria ter matado Ianthe definitivamente. 
Mas o que estava feito, estava feito. 
Eu estava esfregando meus olhos doloridos, tomando um momento para descansar em nosso novo abrigo: uma macieira, com gordas e suculentas frutas. 
Eu enchi minha mochila com o que eu coube lá dentro. Dois miolos já estavam descartados atrás de mim, o doce cheiro de apodrecimento tão calmante quanto o zumbido das abelhas que devoravam as maças caídas. Uma terceira maça já estava iniciada e cheia de mordidas equilibradas estava em cima de minhas pernas esticadas. 
Depois do que a realeza de Hybern tinha feito, eu deveria odiar maçãs para sempre, mas a fome sempre teve linhas borradas para mim. 
Lucien, sentado a alguns metros de distancia, jogou a quarta maça dele nos arbustos enquanto eu mordia a minha. 
- As fazendas e os campos são perto daqui. - Ele anunciou. “Vamos ter que ficar fora de vista. Meu pai não paga bem pela colheita dele e os fazendeiros precisam de qualquer moeda extra que eles consigam por as mãos.”
- Até vendendo a localização de um dos filhos do Grão Senhor?
- Especialmente desse jeito.
- Eles não gostavam de você?
O maxilar dele endureceu. “Como o mais novo de sete filhos, eu não era particularmente necessário ou desejado. Talvez tenha sido uma coisa boa. Eu pude estudar por mais tempo do que meu pai permitiu que meus irmãos estudassem antes de empurrar eles para fora da porta pra governar algum território em nossas terra, e eu pude treinar o tanto de tempo que eu queria porque ninguém achava que eu era burro o suficiente para matar meu caminho na longa lista de herdeiros. Quando eu fiquei entediado de estudar e lutar... eu aprendi o que eu podia sobre terras pelas pessoas. Aprendi sobre pessoas também.”
Ele esticou seus pés com um gemido, o cabelo solto dele cintilante enquanto o sol do meio do dia acima tonalizava tons de sangue e vinho.
- Eu diria que isso soa mais como um Grão-Senhor do que a vida de um ocioso e não desejado filho.
Um olhar longo e duro. “Você acha que foi por puro ódio que fez meus irmãos querer me quebrar e me matar?”
Apesar de mim, um arrepio desceu pela minha coluna. Eu terminei minha maçã e me levantei, arrancando um galho baixo. “Você poderia querer – a coroa de seu pai?”
- Ninguém nunca me perguntou isso. - Lucien meditou enquanto a gente andava desviando de maçãs caídas e apodrecidas. O ar estava doce e grudento. “O derramamento de sangue que seria necessário para que eu tenha a coroa não valeria a pena. Nem nessa corte apodrecida. Eu ganharia uma coroa para governar somente pessoas gananciosas e duas faces.”
- Lorde das Raposas. - Eu disse, bufando enquanto me lembrei a mascara que ele uma vez usou. “Mas você não respondeu minha pergunta – sobre porque as pessoas aqui te denunciariam.” 
O ar na frente ficou mais leve, e um campo dourado ondulou a frente perto de uma arvore longe. 
- Depois de Jesminda, eles fariam.
Jesminda. Ele nunca tinha falado o nome dela.
Lucien passou entre as espigas balançantes. “Ela era um deles.” As palavras mal eram audíveis sobre o barulho da cevada. “E quando eu não a protegi... Foi uma traição a confiança deles também. Eu fugi para uma das casas deles quando eu estava fugindo dos meus irmãos. Eles me entregaram pelo o que eu deixei acontecer com ela.”
Ondas de ouro e marfim rodeavam a gente, o céu era um puro e limpo azul.
- Eu não posso culpar eles por isso. - Ele disse. 

***
Nos cobrimos um vale fértil até o final da tarde. Quando Lucien sugeriu que parássemos para a noite, insisti que continuássemos – direto para o pé das montanhas cinza, montanhas cobertas de neve que marcavam o inicio da parte dividida com a Corte Invernal. Se conseguíssemos chegar na fronteira em um ou dois dias, talvez meus poderes já teriam retornado o suficiente para que eu pudesse contatar o Rhys – ou atravessar o resto do caminho para casa. 
A escalada não foi fácil.
Grandes e íngremes pedregulhos formavam a subida, rodeados por musgo e gramíneas brancas que assobiavam como uma cobra. O vento soprava ao nosso cabelo, a temperatura caindo cada vez mais enquanto subíamos. 
Essa noite... talvez teríamos que arriscar uma fogueira hoje de noite. Somente para ficarmos vivos. 
Lucien estava ofegante enquanto escalávamos um enorme pedregulho, o vale já bem para trás, a floresta um rio colorido atrás dele. Tinha que existir uma passagem a alcança a algum ponto – fora de vista. 
- Como você não está sem folego? - Ele perguntou sem folego ao se puxar para uma plataforma lisa. 
Eu empurrei uma mecha de cabelo que tinha soltado da minha trança de volta pra trás, deixando meu rosto livre. “Eu treinei.”
- Eu percebi isso quando que você lutou com Dagdan e depois saiu andando.
- Eu tinha o elemento da surpresa do meu lado.
- Não. - Lucien disse suavemente enquanto eu cheguei perto de um apoio no próximo pedregulho. “Aquilo tudo foi você” Minhas unhas reclamaram enquanto eu enterrei meus dedos numa pedra para me puxar para cima. Lucien adicionou “Você me ajudou lá – com eles, com Ianthe. Obrigado.”
As palavras dele atingiram algo dentro de mim, e eu fiquei feliz que o vento estava soprando a nossa volta, porque assim a queimação nos meus olhos seria escondida. 

***
Eu dormi – finalmente. 
Com o crepitar do fogo na nossa mais nova caverna, o calor e o relativo afastamento foram o suficiente para me derrubarem.
Em meu sonhos, eu acho que eu nadei na mente de Lucien, como se uma pequena parte do meu poder estivesse retornando. 
Eu sonhei com nosso fogo acolhedor, e as paredes rochosas, o espaço era grande o suficiente para somente nos e a fogueira. Eu sonhei com a uivante e escura noite que estava lá fora. E com todos os sons que Lucien tão cuidadosamente fazia enquanto ele mantinha vigia. 
A atenção dele em algum ponto foi para mim e se demorou. 
Eu nunca soube quão nova e humana eu parecia enquanto dormia. Minha trança era uma corda sobre o meu ombro, minha boca levemente aberta, meu rosto abatido com os dias de pouco descanso e comida. 
Eu sonhei que ele tirou a capa dele e colocou junto com meu cobertor. 
E então eu me deixei ir, saindo da mente dele e meus sonhos navegaram para outro lugar. Eu deixei um mar de estrelas me ninar. 

***
Uma mão segurou meu rosto tão forte que o granido de meus ossos me acordou.
- Olha o que nós encontramos. - Uma voz masculina fria falou devagar.
Eu conhecia aquele rosto – o cabelo vermelho, a pele pálida, o sorriso afetado. Conhecia o rosto dos outros dois machos na caverna, com um Lucien rosnando preso embaixo deles.
Os irmãos dele.

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